quarta-feira, 14 de março de 2012

Melhores show de 2012

Pelo décimo ano consecutivo o Jornal Capital Cultural elege os melhores shows realizados em cada uma das melhores casas do Centro Histórico.
A eleição é realizada por um júri muito especial e que acompanhou cada um desses shows durante o ano inteiro. Fizeram parte desse júri, funcionários de cada uma dessas casas: operadores de som, garçons, produtores culturais e musicais proprietários e gerentes. Agradecemos a todos que carinhosamente participaram desta eleição e parabenizamos não só aos vencedores, mas a todos que fazem do Rio Antigo, este pulsar musical e cultural de uma cidade, de fato, maravilhosa.

Vencedores:
Bola Preta:
Zé da Velha e Silvério Pontes

Segundo Lugar: Moyseis Marques.
A dupla Zé da Velha e Silvério Pontes que se apresentam aos domingos no Bola Preta, foram os indicados como melhor show do ano. De fato uma escolha merecida. O cantor e compositor Moyséys Marques, foi o segundo mais votado.

Fundição Progresso:
Lenine

Segundo Colocado: Nando Reis
O cantor e compositor Lenine foi o mais votado na Fundição Progresso, uma casa que teve apresentações de grandes nomes de nossa música, além de artistas internacionais. Nando Reis com excelente votação ficou em segundo lugar

Sacrilégio
Batuque na Cozinha

Segundo Colocado: Roda de Bamba
O Grupo Batuque na Cozinha foi apontado como melhor show realizado no Café Cultural Sacrilégio em 2011. O grupo com excelente repertório vem melhorando sua qualidade musical a cada ano. O Grupo Roda de Bamba foi o segundo mais votado.

Carioca da Gema
Richahs

Segundo Colocado: Claudinho Guimarães.
Richahs é dono de uma voz das mais privilegiadas e já esteve à frente de algumas das principais escolas do carnaval do Rio de Janeiro . Este ano o intérprete teve reconhecido todo seu talento pelos funcionários da casa que o elegeram. Claudinho Guimarães, para muitos um dos grandes compositores do samba carioca ficou em segundo.

Circo Voador
Jorge Ben Jor

Segundo Colocado: Mart’nalia
O cantor e compositor Jorge Ben Jor com todo seu swing, energia e animação foi apontado pelos funcionários do Circo Voador como melhor show de 2011. Mar'tinália que a cada ano vem consolidando sua carreira, foi a segunda mais votada.

Estudantina Músical
Moyséis Marques
Segundo Colocado: Raimundo Fagner
Moyseis é um cantor versátil, que procura sempre renovar seu repertório. Sem falar que se trata, também, de um compositor de extraordinária sensibilidade e, para muitos, a maior revelação do samba carioca dos últimos anos. Fágner que um dos principais nomes da MPB ficou em segundo

Parada da Lapa
Leandro Sapucahy

Segundo Colocado: Grupo Bom Gosto
O cantor e compositor Leandro Sapucahy, numa dos nomes que mais vem se projetando no cenário da musica carioca e brasileira, foi apontado pelos funcionários do Parada da Lapa como o melhor show na casa em 2011. O Grupo Bom Gosto que teve excelente votação ficou com a segunda colocação.

Teatro Rival
Moacir Franco

Segundo Colocado: Roberto Menescal
O experiente Moacir Franco de tantos sucessos fez um show de raríssima beleza no Teatro Rival, um dos palcos mais concorridos da cidade. Um dos nomes mais conceituados de nossa música, Roberto Menescal que se apresentou ao lado de Cris Delano e And Summer ficaram em segundo.

Memórias do Rio
Grupo BB Maia e Banda Beco
Segundo Colocado: Cimara
O grupo BB Maia e a Banda Beco com muito swing e animação em suas apresentações foram apontados como melhor show do ano no Memórias do Rio. A experiente Cimara foi a segunda mais votada.

Mangue Seco
Turma do Estácio

Segundo Colocado: Grupo Toque de Linha.
A Turma do Estácio, chegou, agradou e se tornou uma das principais atrações da Cachaçaria Mangue Seco. Este é o segundo ano que o grupo vence a eleição na casa. O Grupo Toque de linha, que também vem se destacando foi o segundo mais votado.

Trapiche Gamboa
Grupo Razões Africanas

Segundo Colocado: Rodrigo Carvalho
Apesar de já não contar com a presença de Lúcio Sanfillipo, as meninas do Grupo Razões Africanas mostraram competência, qualidade musical e foram as vencedoras do Trapiche Gamboa. Rodrigo Carvalho (ex- Grupo Galocantô) foi o segundo.

Rio Scenarium
Coisa Nossa
Segundo Colocado: Moacyr Luz
O grupo de samba Coisa Nossa, de Brasilia, que já existe a 28 anos, foi considerado o melhor show do ano no Rio Scenarium. O cantor e compositor Moacyr Luz ficou com o segundo lugar.

Mistura Carioca
Pagode da Arruda
Segundo Colocado: Família Clarão
O pagode da Arruda que se apresenta em várias casas do Centro, foi apontado como melhor show realizado no Memórias do Rio. Em segundo lugar ficou o animado show da família Clarão.






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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Vereadores podem transformar a

Lapa no Mais novo bairro da cidade

Esta nas mãos dos vereadores a decisão de transformar ou não a Lapa no mais novo bairro da cidade. O projeto de Lei 951/2011, datado de 26 de abril de 2011 que propõe essa transformação pertence aos vereadores Dr. Jairinho em co-autoria com seu colega Marcelo Arar que trocou o PSDB pelo PT.

O que representa a Lapa se transformar num bairro? - Que benefícios isso traria? Para responder essas perguntas que, seguramente, vão começar a atormentar os moradores, comerciantes, empresários, artistas, produtores culturais e mesmo outros segmentos da sociedade, O Jornal Capital Cultural conversou com os dois vereadores. Para saber o que pretendem com a idéia.

Atenciosos os dois falaram exatamente o que pretendem
com o Projeto. Em comum, o fato de acharem que a Lapa por suas características, culturais, turísticas e residenciais merece um tratamento próprio e diferenciado. Acham que a área merece mais carinho pela importância que adquiriu e pelo que passou a representar para a cidade.


Transformar a Lapa em um bairro significa possibilitar uma melhor qualidade de vida aos que moram na Lapa e vivem a Lapa.

Dr. Jairinho autor do Projeto que propõe transformar a Lapa em um bairro


A Lapa por ser uma área do Rio reconhecida internacionalmente merece um pouco mais de atenção, de manutenção e por isso merece ser transformada em um bairro.

Marcelo Arar - có-autor do Projeto




Capital Cultural – Vereador, o que o Sr. Deseja e o que representa exatamen

te transformar a Lapa num bairro?

Dr. Jairinho - Temos ciência e consciência de que a Lapa com o decorrer dos anos se transformou num centro de referência da cidade. É a volta do carioca às ruas, às calçadas, o que é uma coisa tipicamente carioca. Não vamos nem falar de boemia, pois a grande maioria das pessoas que frequentam a Lapa são aquelas pessoas que saem para curtir um happy hour e vão para a Lapa curtir aquele espaço. Transformar a Lapa em um bairro significa possibilitar uma melhor qualidade de vida aos que moram e vivem a Lapa.

Marcelo Arar - Na realidade, em minha opinião a Lapa por ser uma área do Rio reconhecida internacionalmente merece um pouco mais de atenção, de manutenção e por isso merece ser transformada em um bairro. Parte da história do Rio de Janeiro e do Brasil se passou na Lapa, temos ali um dos principais monumentos arquitetônicos não só para o país, mas reconhecido internacionalmente construído em 1792, e acho que a Lapa está um pouco abandonada em relação à segurança e organização, levando-se em conta que é um ponto turístico. Vemos a ação de pivetes cometendo delito, há para quem chega uma imagem que não é das melhores e este abandono nos Arcos acabou proporcionando uma tragédia, uma vez que há alguns meses um turista francês caiu do bondinho e acabou perdendo a vida. Tivemos também o trágico acidente com o bondinho de Santa Teresa e aí temos que discutir esta questão, pois os Arcos representam uma extensão da Lapa e Santa Teresa é quase que uma continuidade da Lapa e vice versa. O que penso é que a Lapa merece e precisa de uma administração regional localizada que cuide de toda aquela área e por isso, acho que a Lapa precisa se transformar um bairro. Acredito que a proposta é muito interessante principalmente para os moradores, pois se analisarmos bem, a Lapa é uma grande grife e esta transformação acabará organizando o imóvel do morador e toda a área. Hoje este morador tem em seu endereço a denominação do bairro como: Centro e este todo mundo liga a um lugar comercial e não a um lugar tão específico turisticamente e culturalmente como a Lapa. Esta precisa ser um bairro, pois é um dos principias endereços da cidade. O objetivo é valorizar o patrimônio em todos os sentidos.


Capital Cultural – Mas apesar desta valorização que vem se dando ao turismo, a Lapa é antes de tudo residencial e cultural. Como equacionar esta relação da invasão de pessoas com os moradores

Dr Jairinho - Acredito que os moradores sempre tiveram o desejo de receber suas correspondência e ter o orgulho de dizerem que moram efetivamente na Lapa. Porque observe o seguinte toda cidade e todas as pessoas que visitam a cidade imaginam que a Lapa seja um bairro e a Lapa não é um bairro. A Lapa é um local meio sem identidade, as pessoas não sabem se moram em Santa Teresa, no bairro de Fátima, na Praça Tiradentes, ou na Cinelândia ela é um prosseguimento, um prolongamento de todas essas áreas. Acho que criar o bairro da Lapa é um ganho cultural muito grande para o Município e um avanço significativo para identidade cultural daquela área e, consequentemente para os moradores.

Marcelo Arar – Os problemas existem e o que precisamos é buscarmos soluções para estes problemas e tentar resolvê-los. Penso que é perfeitamente viável criarmos mecanismos para termos num mesmo espaço esta explosão turística, aliada à força da cultura e ao desejo dos moradores. Não podemos complicar o objetivo é facilitar e tentarmos criar uma Lapa que seja melhor para todos.


Capital Cultural – De que forma todas as partes e segmentos que vivem a Lapa se beneficiariam com a criação de um bairro?

Dr. Jairinho – Acredito que com aquela área se transformando em um bairro, os problemas existentes se tornam de mais fácil resolução. Os moradores por conta de ser um bairro cultural podem ganhar benefícios em isenções de impostos e alguns benefícios fiscais. A criação de bairro possibilita uma identidade daquela área, o que hoje não acontece. Queremos que a Lapa tenha uma região administrativa e que os moradores possam fazer respeitar suas reivindicações. O bairro passaria a ser tratado pelo Poder Executivo de forma particular. Vou dar um exemplo: se você quiser fazer um plano de estruturação urbana de Santa Teresa, o bairro tem uma delimitação. Com um Plano de Estruturação Urbana você tem estruturas viárias, estrutura em gabaritos, em tombamentos. Se observar a Lapa, aquela área tem toda uma característica que é completamente diferente dos locais que estão em seu entorno, e se você quiser tratar o bairro da Lapa de uma forma mais particular, você não teria como fazer isso, pois ela faz parte do Grande Centro.

Marcelo Arar – A principal vantagem é que sendo transformada num bairro a Lapa passará a ter identidade própria. Isso possibilitaria que os problemas fossem discutidos de forma particular e tivesse uma maior atenção do poder público e dos meio de comunicação. A grande e principal vantagem seria a visibilidade.



Capital Cultural – O que temos hoje na Lapa são moradores, que embora apoiando muitas das medidas do prefeito Eduardo Paes, são contrários a outras iniciativas. Queixam-se, por exemplo, de alguns proprietários de bares que de forma abusiva colocam mesas e cadeiras nas calçadas, algumas casas com música ao vivo não fazem tratamento de som, e o fechamento das ruas Mem de Sá e Riachuelo às sextas e sábados até as cinco da manhã, que criou um quadro de desordem, barulho excessivo, consumo de drogas, prostituição e constantes assaltos - Na percepção de vocês, como equacionar estas questões?

Dr. Jairinho – Esta questão não pode ser objeto de discussão, quem tem que ser ouvido, quem precisa ser ouvido são as pessoas que moram na Lapa. A criação de um bairro facilita tudo isso, pois faz com que as diversas secretarias tenham outro olhar e outra postura. Se você cria um bairro isso possibilita regulamentar a postura e a ambiência. O tratamento que este bairro deve ter são os moradores que decidem. Tenho um projeto que trata exatamente disso que é a regulamentação de cadeiras e mesas nas calçadas. É preciso criar regras para esta relação. Penso que tudo isso se conversado, pode ser resolvido sem maiores traumas. Concordo com os moradores no sentido de que as madrugadas não podem e nem devem ser invadidas, que o som perturbe o sono e não os deixe dormir, mas penso que os comerciantes vivem da presença do público. Vivem de um público que vai à Lapa exatamente num horário que incomoda os moradores. É preciso encontrar um meio termo, um meio do caminho. É preciso diálogo. Os donos de estabelecimentos precisam faturar, mas precisam também investir. Por que não criar isolamento de som?

Marcelo Arar – Outra razão pela qual a Lapa precisa se transformar num bairro é exatamente em decorrência das queixas dos moradores e desta zona conflituosa que se criou. Se um bairro, o Poder Público poderá atuar de forma mais intensa. A partir do momento que é um bairro será obrigatório a instalação de uma administração regional. Sei que existem lugares na Lapa que acontecem eventos ao ar livre perturbando a ordem e a paz de todos, o que acho um absurdo para com o morador. Por outro lado temos que levar em conta que é um dos principais pontos turísticos da cidade e em razão disso, tem que haver um equilíbrio. Não se pode fazer uma roda de samba embaixo de um prédio. Um bar que não tem tratamento de som não pode ficar tocando pagode ou musica funk até às 5 horas da manhã. Quando pensamos este projeto pensamos as virtudes e os problemas da Lapa e, estamos abertos a discutirmos todas estas questões. Nosso objetivo é representarmos os moradores e estarmos ao lado dos moradores. Não podemos nos esquecer ou de alguma forma prejudicarmos espaços nobres que colaboraram para a reinvenção desta Lapa que surgiu nos últimos anos. Quando pensamos a Lapa, não podemos deixar de falar no Circo Voador, Fundição Progresso, Carioca da Gema e o Rio Scenarium. Essas e outras casas transformaram a Lapa num pólo turístico e cultural muito importante. O objetivo de um parlamentar é sempre somar na vida da população, mas se percebermos que não estamos somando, podemos mudar o rumo da história.



Capital Cultural – Qual sua relação com a Lapa?

Dr. Jairinho – Confesso que sou um admirador da Lapa de toda sua potencialidade e possibilidades, mas frequento pouco o bairro. Apesar disso, enquanto parlamentar e enquanto cidadão carioca, tenho a consciência que a Lapa é um dos pontos mais importantes de referência cultural e turística para a cidade. Não podemos negar a importância da Lapa e, consequentemente, os problemas que enfrenta e em razão disso, temos que olhar para toda aquela área de maneira muito carinhosa e particular.

Marcelo Arar – Minha relação com a Lapa é parecida com a maioria dos cariocas que tem paixão pela cidade e por seus principais patrimônios. Amamos Copacabana, o Cristo, o Maracanã, a Lagoa e consequentemente a Lapa. Um carioca que não tem amor e que não curte a Lapa não é um carioca de verdade, da Gema. Minha relação com a Lapa vem do final da década de 90, quando eu e Adriana Milagres, uma conceituada produtora começamos a fazer eventos na Fundição Progresso. Minha relação com a Lapa vem destes primeiros eventos com a Festa Soul, com o inicio do Movimento Hip Hop, com os bailes Charmes. Sou um dos fundadores da Boate Six, na Rua das Marrecas e tenho uma ligação muito grande com a Lapa e outros pontos de entretimento, mas a Lapa merece mais que isso por ser muito mais que um ponto de entretenimento.

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domingo, 16 de outubro de 2011

Luta e luto pelo Bonde


Artes: Bondinho: Dj Zod; Cruz: Ana Duraes.
Foto: Passeata em Santa Teresa





“O que aconteceu não fo i pela vontade de Deus e sim,
pel
a incompetência dos homens.
Tem
os que fazer desta desgraça um ato de graça,
nos unirmos para mudar esta re
alidade”.

Reverendo da Igreja Anglicana



“Santa Teresa Qual sua missão?

"O bonde de volta e lio Lopes na prisão”

Coro de moradores durante as várias manifestações a favor do bonde


“Devolver o Sistema de Bondes à sociedade é uma questão de honra. Durante quatro anos tratamos aquele patrimônio da mesma maneira desleixada e tão desrespeitosa que os governos anteriores”

Sérgio Cabral em declaração à imprensa


“Até concordo que o Governador solicite um acompanhamento de uma empresa para prestar supervisão sobre os bondes. O que não pode são eles virem para cá e tomarem o lugar de nossos profissionais que não são mal profissionais, mas na verdade muito mal remunerados e trabalhavam sem condições e sem peças de reposição"


Marcelo Simão -Presidente da Comissão de Transporte da Assembléia Legislativa


“Político só escuta o clamor da sociedade, a pr
essão da imprensa e, por isso, vocês devem sempre se manifestar e pressionar"


Marcelo Simão



“Concordo em parte com o senhor, nobre deputado. Político só escuta o clamor da sociedade, a pressão da Imprensa e, acrescentaria o poder da grana”.


Um morador respondendo a Marcelo Simões



Fotos: Ato ecumênico realizado em Santa Teresa



“Parece inconcebível querer nos fazer acreditar que não conseguimos construir hoje o que a indústria produzia há 115 anos. Dizer que não temos condições de fazer as peças de reposição do bonde chega a ser um absurdo”.


Joaquim Rezende - Proprietário da Empresa de BH, durante o Fórum em Santa Teresa



“Passei pouco tempo na oficina e conversei com os operários. Não é difícil perceber que qualquer operário de lá entende do funcionamento e da estrutura do bonde, muito mais que qualquer engenheiro. Abrir mão desses profissionais é

outro absurdo”.



Joaquim Rezende



“Se o acidente aconteceu por falta de manutenção, a culpa é do governador por falta de zelo e cuidado com um bem público que presta serviços à sociedade. Se o acidente aconteceu por excesso de lotação, a culpa é do governador por falta de cuidado e supervisão”


Um morador durante o Fórum em Santa Teresa



Fotos: Maniefestação Panelaço realizado em Santa Teresa


“Esse Júlio Lopes tem que ser punido e preso porque ele sabia que éramos cobaias de um sistema de bondes totalmente sucateado e de seus bondes adaptados. Hoje não somos apenas cobaias, somos cobaias mortas”.

Uma moradora durante o Fórum em Santa Teresa



“Será que é preciso os moradores repetir o que aconteceu em Londres ou no s Estados Unidos, descerem as ladeiras e colocarem fogo na Câmara dos Vereadores e na Assembléia Legislativas para esses políticos calhordas perceberem o problema que a comunid ade vive aqui em Santa Teresa. Depois vão nos chamar de que? - De vândalos, ou vão dizer que somos ligados a Al Qaeda?

Um morador durante o Fórum em Santa Teresa

Foto: Passeata na chuva realizado em Santa Teresa


“Eu tinha a certeza que o Sr. Júlio Lopes não viria a esta audiência pública. E não veio porque é um covarde. Não tem coragem nem moral para enfrentar um debate público. Não podemos aceitar que um cretino desses seja secretário. Júlio Lopes não tem decência para estar na vida pública. Tem que ir para casa cuidar de seus negócios, ficar à frente de suas escolas, que ao que parece é isso que sabe fazer”?



Marcelo Freixo - Na audiência Pública realizada na Alerj no início de setembro



“Freixo, queria te dizer o seguinte: o Júlio Lopes não é apenas covarde. É covarde, assassino e ladrão. Não veio porque sabia que nesta audiência pública havia a presença de um delegado de polícia”.



Paulo Messina - Vereador

Na audiência Pública realizada na Alerj no início de setembro




Foto: Passeata na chuva realizado em Santa Teresa


“O Júlio Lopes abandonou os bondinhos porque queria privatizar. Ele tem que ser denunciado por homicídio doloso. Não pode dizer que não sabia dos problemas dos bondes. Se a Associação vem denunciando os descasos há mais de cinco anos como ele pode querer dar uma de dissimulado e dizer que não sabia”.

André Barros – Morador e advogado

Na audiência Pública realizada na Alerj no início de setembro



“Júlio Lopes não tinha que ser secretario porque é um incompetente e não poderia estar solto porque é um ladrão. Ele tinha de estar em Bangu 8”


De um moradora - Na audiência Pública realizada na Alerj no início de setembro



“ Aproveito a presença da deputada Jandira Feghali que faz parte da base do governo Sérgio Cabral, e por conseqüência é de seu convívio, para pedir a ela que interceda junto ao governador e peça para que ele tome uma providencia em relação ao Bonde. Estamos cansados Sra. deputada, de vocês deputados apoiarem todos os desmandos deste canalha”.



De um morador se dirigindo à deputada Jandira Feghali em uma das manifestações

do bonde em Santa Teresa, criando certo constrangimento para a deputada.



Foto: Ato ecumênico realizado em Santa Teresa



“A coragem é uma virtude. A covardia algo abominável. Covarde não é apenas o Júlio Lopes, mas o governo do Estado. Não temos que ouvir o Júlio Lopes e sim o governador o Sr. Sérgio Cabral. Ele tem que ter que responsabilidade e dar uma satisfação para a sociedade. Temos que cobrar responsabilidades. Temos que nosunirmos a esta causa independente de partidos.”.


Jandira Feghal - Na audiência Pública realizada na Alerj



“Temos que aproveitar esta situação que temos aqui vereadores, deputados estaduais e federais e criar uma comissão tripartidária. Temos que discutir tudo isso tanto no município, quanto a nível estadual e municipal.


Jandira Feghalli

Na audiência Pública realizada na Alerj no início de setembro



“Nem nos tempos da ditadura tínhamos um governo tão autoritário

e tão surdo ao clamor da sociedade. Quem o Sérgio Cabral esta pensando que é”?


De uma moradora Durante a audiência Pública realizada na Alerj no início de setembro




“Não quero ser julgada pelo que outras pessoas fizeram. Não posso ser julgada pelos atos de qualquer governador anterior. Estou em meu primeiro mandato como deputada e não quero ser julgada por atos de ninguém”.


Clarissa Garotinho que foi vaiada enquanto falava.

Na audiência Pública realizada na Alerj no início de setembro



Foto: Ato ecumênico realizado em Santa Teresa



“Depois de todas as manifestações e de tudo que ouvimos aqui, Júlio Lopes não tem condições morais de permanecer no cargo. Mas temos que ficar atentos ao seguinte: Não adianta trocar o secretario e não mudar essa política.




Por outro lado, não temos nada a falar com o Sr. Júlio Lopes, para dizer a verdade, não tenho a mínima disposição e muito menos estômago de conversar com este senhor”

Chico Alencar –deputado Federal Na audiência realizada na Alerj



“Secretário debochado –tem que ser exonerado”.


Coro de moradores durante as várias manifestações a favor do bonde



“Temos que nos mobilizar, entrar na justiça e pedirmos o impeachment político de Júlio Lopes. Se apenas for exonerado, por ser deputado Federal , volta para Brasília, e nada acontecer”.


Sonia Rabelo - Vereadora

Na audiência Pública realizada na Alerj no início de setembro


Foto: Passeata pelas ruas do Centro da cidade


“Sinceramente, o secretário tem que lavar a boca com água sanitária antes de falar do mortoneiro Nelson. Esse senhor morreu tentando salvar a vida das pessoas. Ele podia ter pulado e não pulou. Ele estava trabalhando lá - coisa que o Secretário não sabe o que é fazer, porque nunca trabalhou".


Alessandro Molon - Deputado Federal



“Uma semana onde fiquei duplamente triste. Primeiro com a absolvição da deputada Jackeline Roris. Aquela votação mostrou que falta seri edade à casa. É u m l ugar que preci samos estar vestidos à caráter, para tomarmos decisões onde as pessoas demon stram total falta de caráter. A segunda tristeza e essa bem maior, foi com este trágico acidente do bondinho. O que acontec eu aqui em Santa Teresa não foi o bra do acaso. Foi obra do descaso.


Chico Alencar - De putado Federal em ato realizado em Santa Teresa



Fotos: Marcha da Corrupção em Copacabana



Júlio Lopes além de bandido é va gabundo. Temos que exigir a imediata exoneração deste secretário. Temosque repudiar o fato do Sr. Júlio Lopes ter culpado o motorneiro Nelson Correa, morto no acidente. A coragem do Nelson

é proporcional à covardia do secretário


Alessandro Molon



“Lamento profundamente este acidente que

representa uma tragédia para o turismo da cidade.”


Júlio Lopes - Secretario de Transporte –No dia em que ocorreu o acidente



Foto: Ato ecumênico realizado em Santa Teresa


“Jamais foi liberado um bonde para serviço sem que sua manutenção estivesse rigorosamente feita. O bonde o qual ocorreu o acidente esteve praticamente todos os dias de agosto passando por constantes revisões, foram trocados o sistema derodas e as quatro sapatas de freio”.


Júlio Lopes



" Que ele (o bonde) não é um transportede massa, não é .

Que há um descontrole na entrada (de passageiros), há.

Havia um excesso de passageiros absurdo na hora da tragédia”.



Sergio Cabral – em sua primeira declaração sobre o bonde



“Queremos sim a saída do Júlio Lopes, mas que ela não represente um desvio de foco de nossos verdadeiros problemas. Sabemos que simplesmente trocar o Secretario é o mesmo que trocar o sofá de lugar”.



Elzbieta Mitkiewicz -Presidente da Amast


Foto: Ato ecumênico realizado em Santa Teresa



“A Imprensa é nossa arma. É nosso treizotão”.


Elzbieta Mitkiewicz





Chegou-se a um ponto tão deseperador, que o

bonde esta morrendo... Morrendo e matando”.


Elzbieta Mitkiewicz



"O Nelson poderia ter pulado do bonde, se livrado,

e deixado todo mundo se arrebentar.

Não, ao contrário, teve uma atitude honesta e coerente.

O Júlio Lopes, além de cínico e mentiroso é dissimulado"


Paulo Messina - Vereador



Descarrilhou

Virgílio de Souza - Jornal Capital Cultural

Silêncio nos trilhos,

silêncio na voz.

Gestos contidos,

almas consternadas.

Expressões perplexas...

Faces lacrimejadamente pálidas

tentam entender o problema.

O discurso vazio

de um político vadio

tenta justificar o dilema.

Silêncio nas ladeiras, soleiras e portais.

Cumpriu-se o enunciado,

se fez real o anunciado

nada se fez contra o denunciado.

Dos umbrais do poder

eles observam as vidas jogadas na curva

e, ainda sim, a água não se turva.

O mistério é publico.

O Ministério é Publico.

Triste ironia publicada.

No jornalão do Poder

mortes são apenas notícias

a exemplo de um

Festival de Gastronomia

Silêncio nos trilhos,

nas ladeiras, soleiras e portais...

Cumpriu-se o denunciado,

o anunciado, o enunciado

Faces pálidas...

Olhos que lacrimejam

Almas consternadas...

Fim de estribilho.

Dos umbrais do poder

eles observam as vidas jogadas na curva.

Já não há mistério:

o Ministério é Publico,

achou denuncismo. Não publicou.

Mas ainda assim, as águas não se turvam

E os jornalão publica mortes

Como uma festa de gastronomia.

ou um confete deixado na curva

por um folião qualquer

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